É noite! O ar abafado faz-se sentir la fora, e agora, cá dentro.As estrelas já não brilham mais, a sua luz subitamente desapareceu.
As nuvens começam a encobrir o céu do Oriente para o Poente.
O ocaso passou fazem agora duas horas.
Por fim, a Lua continua mal escondida.
A noite dura abateu-se sobre este local!
Ouvem-se os cães a ladrar ao mínimo movimento na rua.
Alguém passou.
Outra vez que me parece que o amanhecer não se alevanta mais.
A noite parece durar, para a eternidade.
À minha volta tudo é escuro, não há nada límpido à frente dos meus olhos.
Este negrume deixa-me ocioso.
Saí à rua. Continua tudo o mesmo como lá dentro.
Ando ás escuras à procura de algo onde me posso apoiar e guiar.
Nada parecia existir para além do vazio.
Até que... Bati em algo, mais apropriado dizer alguém.
Um vulto destingia-se dificilmente nesta cegueira.
Vários minutos foram desperdiçados na esperança de auxilio por sua parte.
Até que por fim se fartou virou costas e desapareceu.
Algum tempo depois, a mesma história se repetiu com outra figura,
E outra, e outra, e outra... E a Noite nunca mais acaba.